...Educação e Tecnologias...

Tuesday, December 05, 2006

Artigo

Rádio Comunitária

Rádio Comunitária: A contradição entre a lei e a realidade.

Entende-se que rádio Comunitária é uma rádio que transmite informações, serviços e que promove a integração nas comunidades. Uma rádio na comunidade nos transmite a idéia de que o povo tem voz, de que aquela rádio é uma forma do povo se comunicar, um incentivo a produção cultural.

As emissoras consideradas legalmente como rádios comunitárias no Brasil foram definidas pela lei 9.612 em 1998, regulamentada pelo decreto 2.615, do mesmo ano. A rádiofusão comunitária, também chamada de radcom, é “um serviço de rádiofusão sonora, com baixa potência e com cobertura restrita, outorgado a associações e sem fins lucrativos.”

A lei de Radcom surgiu a partir do Fórum Nacional pela democratização da comunicação (FNDC), um movimento criado em 1991 por entidades da sociedade para discutir a comunicação no Brasil. Porém ela tem atendido basicamente aos interesses das grandes rádios e dos grandes proprietários de mídia no Brasil, conforme diz Celso Augusto Schroder, secretário-geral da Federação Nacional dos jornalistas (FENAJ) e coordenador do FNDC, guiados pelas cifras de lucratividade em cada evento a ser noticiado, transmitido e discutido.

Então, nos deparamos com a grande questão: como uma lei que tem por objetivo proteger, na realidade restringe e serve aos interesses dos poderosos, quando deveria servir a comunidade? Observa-se que a lei não corresponde a real função da rádio comunitária.

Para começar a falar das restrições impostas pela lei, pode-se falar sobre o limite de alcance das rádios (um quilômetro de raio) e a restrição da potência em 25 watts. Segundo Joaquim Carvalho, coordenador jurídico da Associação Brasileira de Radiofusão comunitária (Abraço), essa potência de 25 watts, na cidade de São Paulo, por exemplo, não atende a uma quadra sequer. Como dar voz a uma comunidade se não se tem potência para alcançá-la como um todo? Esse raio de alcance tem que ser ampliado, assim como o limite da potência. Essa imposição não representa a realidade das rádios e não leva em conta as comunidades deste país, principalmente as mais pobres, ou será, que as favelas, por exemplo, começam e terminam ao raio de um quilômetro?

Existe um esforço contínuo de grandes empresários da mídia, com apoio de políticos, em reprimir as rádios comunitárias. Os grandes empresários temem a perda de espaço, o que nos faz entender outra restrição que é a delimitação de um único ou mesmo poucos canais de freqüência na FM para as rádios comunitárias, essa é também uma das criticas da Abraço e sua sugestão é que as rádios comunitárias sejam livres e colocadas em todo dial, variando conforme a necessidade da comunidade, isso além de ampliar o espaço para que mais rádios funcionassem, evitaria a interferência entre rádios em municípios próximos ou, até mesmo, numa mesma cidade.

Conseqüentemente com o temor da perda de espaço, surge também o medo da perda de lucratividade, já que as rádios comunitárias não têm fins lucrativos e não pode em nenhuma hipótese, inserir qualquer propaganda comercial, a não ser sob a forma de apoio cultural, de estabelecimentos localizados na sua área de cobertura. Os políticos apóiam as repressões por que não tem interesse que o povo “tenha voz”, se comunique, produza e defenda os direitos dos cidadãos promovendo a participação de todos, para que possam continuar mantendo uma dominação. Essa “queda de braço” provocada pelos poderosos, contra os cidadãos envolvidos com as rádios comunitárias tem feito “o cenário brasileiro se tornar palco da quebra dos direitos humanos com prisões, humilhações e apreensões de equipamentos baseados em leis da época da ditadura militar e das telecomunicações.” (CABRAL,2006)

Para se obter uma concessão de rádio comunitária o equipamento transmissor deverá estar, obrigatoriamente, certificado pela Anatel, empresa sobre a qual pode-se concluir que tem tomado partido do poder, afinal, como uma agência que se diz reguladora promove o fechamento de rádios comunitárias? Existem “filas gigantescas” para se obter concessões e os processos tem demorado normalmente sete ou oito anos para serem julgados e mesmo assim para se conseguir a concessão normalmente tem que haver uma “força maior” por trás, por exemplo: muito dinheiro, cacife político ou algum outro tipo de influência, mas isso está fora de cogitação, caso contrário, a rádio perde o caráter de rádio comunitária, esse nome seria apenas fachada.

Diante de tantas dificuldades poderíamos esperar menos que cidadãos tentando “burlar” leis? Para o juiz Paulo Fernando Silveira, juiz Federal e autor do livro “Rádios Comunitárias” a repressão às rádios não é só um problema de abuso, mas de violação de um direito da população. Pode-se observar que diante de informações concretas que a lei que deveria amparar, contribuir, colaborar, facilitar e proteger as rádios comunitárias tem proporcionado exatamente o contrário. “A grande verdade é que políticos usam o rádio como moeda de troca e a grande mídia, como um veículo estratégico para 'manipular' o povo e ganhar dinheiro.” (CABRAL,2006).

Mas, os cidadãos não podem e não devem cruzar os braços e nem tapar os olhos para a realidade existente. Devem se organizar, buscar conhecimentos, solicitar apoio, se capacitar tecnicamente e lutar contra as restrições impostas pela própria lei, pois, rádio comunitária não derruba avião como dizem por ai. E para refletir deixa-se o simples questionamento do Juiz Paulo Fernando Silveira: “Quem pratica o crime, o cidadão que quer ter acesso ao seu direito ou o estado que o impede de fazer isso?”

Referências :

CABRAL, Eula D. Taveira. Rádio Comunitária no Brasil: entre a cruz e a forca. 2006. Disponível em: <http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/33/radcom.htm> . Acesso em: 28 Nov 2006.

Rádio Comunitária. Lei N° 9.612, De 19 de Fevereiro de 1998. Disponível em: <http://www.fenaj.org.br/Leis/Radio_Comunitaria.html> . Acesso em: 28 Nov 2006.

Circuito FM On-line. Rádio Comunitária. Disponível em: ttp://www.radiocircuitofm.com.br/comunitaria.htm> . Acesso em: 27 Nov 2006.

ESCUDERO, Camila. Rádio comunitária x rádio pirata. Disponível em: <http://www.imesexplica.com.br/2506radio_abre.asp>. Acesso em: 26 Nov 2006.

Artigos

A aula de 28 foi muito proveitosa, pois trabalhamos em cima dos artigos, recebendo a ajuda da professora e também dos nossos colegas, assim, socializamos nossos trabalhos, recebemos e passamos contribuições para completarmos nosso artigo que logo será publicado!!
T+ galera.

Monday, November 20, 2006

A apresentação...

Gente na última aula, dia 14/11 foi a apresentação do grupo que eu pertencia: Rádio e educação! Foi extremamente produtivo este trabalho...embora o grupo tenha tido muita dificuldade em encontrar horários compativeis para se reunir, acabamos conseguindo criar um esquema de apresentação e estar interagindo sempre uns com os outros o que beneficiou bastante o nosso grupo! Conseguimos explorar uma boa quantidade de recursos e assim a participação do restante do grupo se tormou mais efetiva. Aprendemos tanto com esse trabalho...vimos desde o histórico do rádio a formação de professores..para o trabalho com este. Vimos as política públicas, diversos projetos,discutimos sobre alguns deles, como por exemplo: "Rádio pela educação" do Pará, apoiado pela Unicef e que tem desenvolvido um grande trabalho por meio do rádio. Aprendemos sobre diferentes rádios, exemplo: rádio Web, digital, comercial, educativa e comunitária.E em uma dessas discussões sobre tipos de rádios, pude observar uma questão dentro da abordagem da rádio comunitária, que provavelmente será a questão abordada em meu artigo! (surpresa) rs...brincadeiras a parte foi enriquecedor este trabalho! Só tenho a agradecer... e gostaria de encerrar esse post com uma frase que foi até "recitada" em nosso trabalho e que chamou muito minha atenção, pois ela traz da forma mais profunda o potencial desconhecido ou "ignorado" por muitos que o rádio possui. Segue a baixo.

"O rádio é a escola dos que não têm escola. É o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças, o consolador dos enfermos e o guia dos sãos - desde que o realizem com espírito altruísta e elevado."
Roquette Pinto

Bjx galera!

Wednesday, November 08, 2006

Impressos e educação...

Gente...na aula de 08/11 ocorreu a apresentação do grupo de impressos!
Foi uma apresentação muito boa... surgiram vários pontos a serem discutidos!
As meninas iniciaram a apresentação nos mostrando um breve histórico do papel...já que o tema se tratava de impressos!E uma informação que gerou muitos comentários foi a do papel de trapos...hehehe
Mas algo que chamou bastante minha atenção foi a discussão sobre o livro didático...que é um impresso! Como esse impresso vem sendo utilizado pelos professores? Como ele deveria ser utilizado? Que beneficios pode-se encontrar neles? Que tipo de linaguagem encontramos em sua grande maioria? vários questionamentos foram levantados e prenderam bastante minha atenção... e em um folheto, que não sei exatamente o nome, que as meninas distribuiram em sala...com o tema: Os Impressos, trouxe um pequeno texto cuja autoria desconheço ...falando sobre o livro didático que eu gostaria de coloca-lo aqui...portanto segue abaixo:

"O livro escolar ou livro didático é um excelente meio impresso, essencial na educação. Contudo, tem sido alvo de críticas profundas ou superficiais do debate pedagógico informal. Acreditamos que o livro escolar não é e nem pode ser uma espécie em extinção. As habilidades de compreensão de leitura, a interpretação e a elaboração de organizadores gráficos no campo de domínios particulares são e continuarão sendo valorizados no mundo da vida cotidiana e escolar como nos meios de trabalho.
Nos tempos anteriores à imprensa eram os estudantes quem confecicionavam seus próprios livros. A imprensa mudou o processo de aprender e o da comercialização.
Com a imprensa o professor perdeu o controle daquilo que os estudantes podiam aprender e ampliou-se o circuito de circulação de informações.
'Novas tecnologias da informação e da comunicação estão se desenvolvendo, novos meios haverão de surgir no cenário educacional, mas o meio impresso não perderá seu lugar' Diz Edith Litwin. Mesmo vivendo numa era digital o livro didático continua sendo importantissímo no processo educacional."

é...gente p/ pensar!
Bjxxx galera

Monday, November 06, 2006

Inicio dos seminários...

Nessa aula de 31.10 tivemos a apresentação do primeiro grupo Tv e educação.
Muito boa a apresentação do grupo, trazendo várias informações sobre a tv, através de vídeo e outros, mostrando seu histórico, sua tragetória e como ela influência na vida das pessoas, além de como pode ser e vêm sendo utilizada na educação. Algo que me chamou a atenção foi o fato de a equipe ter conseguido chamar bastante a atenção do grupo e ter assim uma ótima e ampla discussão do tema. Valeu mesmo...esperamos que o mesmo ocorra nas próximas apresentações!
Bjxx galera

Aula de 24.10

Gente, infelizmente não estive presente na aula do dia 24, por causa do falecimento do meu avô...gostaria de contar com a colaboração da galera...
E quem quizer postar comentários aqui sobre o que aconteceu na aula sinta-se a vontade! rsrs
Dei uma olhada no programa lá no twiki e vi que ouve debate sobre os conceitos ligados ao ciberespaço/cibercultura, a continuidade da organização dos grupos para as produções previstas para a disciplina e como sempre a oportunidade de estar se inserindo no moodle, no blog e na lista de discussão.
Bjão galera

Tuesday, October 17, 2006

Aula de 17.10

Na aula de hoje..nós começamos a entrar no estudo dos ciberespaços (espaço eletrônico virtual)...
Fizemos algumas pesquisas individuais sobre o assunto...destacando palavras com interligação com esse assunto e que não conheciamos em sua grande maioria os significados... surgiram várias palavras ...como a que a minha por exemplo: "Rizoma"...
Sinceramente NUNCA tinha imaginado que rizoma pudesse ter alguma ligação com tecnologias... pois é... tem mesmo, seu conceito botânico foi utilizado por Guattari e Deleuze para explicar a dinâmica do ciberespaço.
O trecho abaixo é retirado de uma matéria como o tema: O Território Cibernético e os Rizomas.

"Muitas são as semelhanças entre as estruturas rizomáticas e o
Território Cibernético. Ambos são descentralizados, conectando pontos
ordinários, criando territorialização e desterritorialização
sucessivas. O ciberespaço não tem um controle centralizado,
multiplicando-se de forma anárquica e extensa, sem que se estabeleça
uma ordem, a partir de conexões múltiplas e diferenciadas."

Outras palavras como: WEB, HTML, JAVA...entre outras foram pesquisadas...
Depois fomos discutir sobre nossos temas de pesquisa, no caso do meu grupo:
Rádio e Educação....
E a respeito de Rizomas... vou deixar o site aki p/ quem quizer dar uma lida na matéria...
Bjão...té a próxima...

http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/geografia/geo09c.htm

Monday, October 02, 2006

perguntas e mais perguntas...

Época atual
Informação - disponivel a qualquer momento e qualquer hora...
Conhecimento - o que é? seria sinonimo de informação?
Alfabetização Digital
Alfabetização - sistematização de um código, dominar o básico...
Letramento - Complexidade dos processos de leitura escrita.
Alfabetização Digital - Habilidades técnicas de manuseio de maquinas digitais.

O que é inclusão digital?
Acesso? Treinamento? Formação?
E as interrogações continuam
O que é inclusão?
Conceito? Noção? Discurso?
Estamos vivendo um grande momento de indidualização
Exclusão...problematica social
Necessidade de se ocupar das vitimas destas transformações
Medidas e Discursos compensatórios?
Inquietação geral diante da degradação das estruturas da sociedade!

Inclusão...
positividade da exclusão!
Dualidade
Dentro X Fora
Inclusão Difital
Conceito?
Transformação?
Participação?
Diversidade?
Cultura?
Movimento?

E as dúvidas continuam...

Tuesday, September 12, 2006

Aula de 05.09.06

Nesta aula... após o uso do recurso internet, tiramos proveito de um vídeo a respeito da inclusão digital e observamos que as opiniões se dividem e que muitas questões são levantadas. Ao pensar em inclusão digital, lembro-me da colocação feita pela nossa colega Luciana..q falou a respeito de uma declaração de uma pessoa no festival de software livre, se não me engano, dizia que:"Nosso país tem tantos outros problemas, tantas coisas que precisam melhorar, existem tantos outros tipos de inclusão a serem feitas, por que tanta atenção a inclusão digital?" Pois então.. através das discussões, de entender cada vez um pouco mais da inclusão digital através das questões levantadas, do texto que a nossa professora nos forneceu, além das informações que podemos ter acesso através da própria internet, tenho tentado responder essa e outras perguntas, esperando que daqui a algum tempo, possa passar de forma correta, essas informações tão desconhecidas por muitos, a outros, já que a função que vamos exercer é de educadores.
Bom galera, até a próxima aula!